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Erradicação da Febre Aftosa é tema de palestra durante a 52ª Expofac, em Castanhal

Da Agência Pará  O plano estratégico para a retirada da vacinação contra a febre aftosa foi debatido durante o evento Na sexta-feira (12), ...

Da Agência Pará 

O plano estratégico para a retirada da vacinação contra a febre aftosa foi debatido durante o evento


Na sexta-feira (12), durante a 52ª Exposição Feira Agropecuária de Castanhal (Expofac), promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais do município, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), apresentou o Plano Estratégico para a suspensão da vacinação contra a Febre Aftosa no Estado do Pará.

A palestra foi ministrada por Samyra Albuquerque, coordenadora do plano pela Agência e gerente estadual de erradicação da febre aftosa. Samyra iniciou sua apresentação aos produtores rurais falando do grande patrimônio pecuário que o estado possui e quão grande é a responsabilidade de cuidar desse patrimônio.

“O objetivo do Plano Estratégico é proteger o patrimônio pecuário do nosso estado e ampliar de forma sustentável a zona livre sem vacinação. O PNEFA - Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa viu a necessidade de dá um passo à frente: a suspensão da vacina. Entretanto, para que esse objetivo seja alcançado, todos precisam se envolver, ser ativamente participantes: setor público, privado, lideranças...enfim, as responsabilidades são compartilhadas. O programa dá ênfase à Vigilância e quando falamos em vigilância queremos dizer que a atenção à saúde dos animais deve ser intensificada, tanto por parte do serviço oficial quanto por parte do produtor rural, o qual deve comunicar a Adepará qualquer suspeita de doença em seu rebanho."

A Adepará, em conjunto com órgãos, associações e instituições estaduais, vem discutindo o planejamento de ações para suspender a vacinação de bovinos e bubalinos, bem como criar e manter condições sustentáveis que contribuam para que o Brasil seja um País com zonas livres de febre aftosa.

“A gente fala tanto da Febre Aftosa e há 60 anos a execução da vacinação tem sido prioridade, mas no início a doença estava presente, porém hoje não temos mais a presença do vírus no nosso território, o último foco no Pará foi há 17 anos e no Brasil há 15 anos. Nós avançamos devido a grande adesão dos produtores rurais à vacinação, mas sem esquecer do mérito do serviço de defesa que tem feito seu trabalho. Hoje, nós temos um rebanho de 99,08% vacinados na última etapa, quase 100% de imunização. Números bem expressivos quando comparados aos outros estados de mesmo status sanitário e isso se deu porque os atores envolvidos no processo tomaram a decisão por uma rebanho sadio”, frisou Samyra.


Altair Burlamaqui, produtor rural que estava presente no evento e acompanhou a palestra, diz que a participação dos produtores deve ser ativa. “Na verdade, o produtor não só pode como deve participar, porque a retirada da vacinação contra a febre aftosa é de suma importância pra gente conseguir alcançar um status diferenciado que vai permitir que nós tenhamos acesso a outros mercados. Precisamos participar ativamente tanto na notificação da Adepará de qualquer ocorrência, assim como estar atento a qualquer movimento ou surto de qualquer natureza que possa existir, justamente para que tenhamos acesso a esses mercados e eleve a qualidade da nossa carne a outros patamares”

Plano Estratégico - Para a consolidação de futuras decisões, vários segmentos públicos e privados da pecuária estão envolvidos no Grupo de Trabalho (GT) e no Planejamento Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa (Pnefa 2017-2026).

“Nós temos até 2026 para que todo o Brasil avance. Esse Plano Estratégico iniciou em 2017 e o objetivo dele é que até o ano de 2026, todo o Brasil esteja livre de Febre Aftosa em vacinação. É seguro, sim, tirar a vacina, porque hoje nós temos as barreiras de fiscalização, serviço de defesa e os produtores que precisam ser os nossos parceiros, pois é através da notificação, que o plano estratégico fará a diferença”, disse Samyra Albuquerque.

Atualmente, o patrimônio pecuário paraense é apresentado da seguinte forma: temos 24 milhões de animais, 261.955 ovinos, 473.800 suínos, 64.906 caprinos e 113.412 propriedades rurais. “Nós temos uma grande responsabilidade de proteger esse patrimônio pecuário e juntos alcançar outros patamares. Hoje, nós temos 24 milhões de animais, temos o 3° maior rebanho do país. Então isso é muito grandioso quando nós vemos o cenário brasileiro. O Pará assusta outros estados”, ressaltou Samyra.

A Equipe Gestora do Plano Estratégico do PNEFA é composta pelos setores público e privado, cujos governos estaduais são representados pelas secretarias de Agricultura e instituições vinculadas, responsáveis pela execução do Programa no âmbito estadual, essa equipe é coordenada pela Adepará, e possui como membros representantes de diversas instituições governamentais e não governamentais envolvidas com o setor pecuário. O produtor rural também participa das discussões, a fim de que todos os grupos de interesse possam contribuir e avaliar o cenário para a tomada de decisão.


Daniel Acatauassu, presidente do Sindicato da Carne e Derivados do Estado do Pará (Sindicarne), fala da importância de alcançar o status de área livre da febre aftosa. “A gente entende que é, de fato, muito importante evoluir mais ainda na questão do status sanitário do rebanho paraense. E, um dos itens mais importantes a se considerar é a febre aftosa que se a gente consegue provar para o mundo que pode controlar um vírus, então a gente controla toda a sanidade do rebanho. Com isso, a gente espera galgar e aproveitar a localização geográfica do estado e exportar o produto da pecuária do Pará para o mundo inteiro”, diz Daniel.

Presente nos 144 municípios paraenses, a Agência mantém a Ouvidoria para recebimento de denúncias. No site da Adepará há os endereços e contatos dos escritórios em todo o Pará. Os telefones para contato são: (91) 3210-1101, 1105 e 1121. Caso a preferência seja por celular, o contato é (91) 99392-4264.

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