Operação "Innocentia" cumpriu mandados de prisão nesta quarta-feira (25); vítimas têm idades entre dois e dez anos
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação "Innocentia", resultando na prisão preventiva de um homem de 32 anos investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação ocorreu no bairro Maracacuera, no distrito de Icoaraci, e mirou o autor de crimes brutais cometidos contra os próprios filhos — quatro crianças com idades entre dois e dez anos.
A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) do Mangueirão, unidade vinculada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV).
Detalhes da Investigação
De acordo com a Polícia Civil, os mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão foram expedidos com base na gravidade concreta do caso. As investigações apontaram um cenário de extrema vulnerabilidade para as vítimas. Relatos colhidos indicam que o investigado possui um histórico de conduta agressiva, potencializada pelo uso de álcool e drogas.
Além do crime de estupro, o homem já possuía registros por ameaças e descumprimento de medidas protetivas contra sua ex-companheira, mãe das crianças.
Compromisso com a Proteção Infantil
O delegado João Castanho, diretor da Deaca Mangueirão e responsável pelo caso, destacou o rigor da instituição em crimes dessa natureza.
“A Operação Innocentia reforça o compromisso inabalável da Polícia Civil em proteger a inocência e a fragilidade de nossas crianças e adolescentes, especialmente quando a violência parte de quem deveria zelar por elas”, afirmou o delegado.
Ele ressaltou ainda que o trabalho investigativo continuará para garantir que o acusado seja devidamente responsabilizado perante a Justiça, assegurando a proteção integral das vítimas.
Como Denunciar
A Polícia Civil do Pará reforça que o combate à violência contra menores depende da colaboração da sociedade. Denúncias de abusos podem ser feitas de forma anônima e segura:
- Disque-Denúncia: 181 (Sigilo garantido)
- Emergências: 190
A identidade de quem denuncia é mantida em absoluto sigilo, assim como o nome das vítimas, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
