Da Agência Brasil

Em pronunciamento oficial, presidente destacou a autonomia do país sobre suas decisões políticas, econômicas e a gestão de riquezas naturais.

Foto: Frame LulaOficial/Youtube

O Brasil não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A declaração foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite de sábado (6), em celebração ao Dia da Independência, comemorado em 7 de setembro.

Durante a transmissão, o chefe do Executivo focou seu discurso na defesa da soberania nacional, destacando a autonomia do país nas relações internacionais e o controle estratégico sobre seus recursos naturais.

"Não seremos colônia de ninguém"

O presidente foi enfático ao defender a liberdade comercial e diplomática do Brasil. Segundo ele, as decisões estratégicas do país pertencem exclusivamente aos brasileiros. "Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender", declarou.

Controle das riquezas naturais

Um dos pontos centrais do pronunciamento foi a gestão dos recursos estratégicos. Lula lembrou que o Brasil possui a maior fonte de água doce do mundo, a segunda maior reserva de terras raras e recentes descobertas de jazidas de petróleo. Ele destacou que essas riquezas devem ser voltadas ao futuro da população.

O presidente também mencionou a recente aprovação do marco legal de recursos estratégicos pelo Congresso Nacional. A medida tem como objetivo transformar a exploração de terras raras e minerais críticos em um motor para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e a geração de empregos qualificados no mercado interno.

Independência e direitos sociais

Ao contextualizar a data histórica, Lula afirmou que a verdadeira soberania se constrói garantindo direitos básicos e combatendo a desigualdade social. Para o presidente, um país soberano precisa oferecer oportunidades reais para que sua população conquiste a própria independência.

Ele listou como pilares dessa independência social o acesso à saúde e educação pública de qualidade, a liberdade de pensamento, a independência financeira e um país livre da fome e da pobreza. "Com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos", reforçou.

Protagonismo global e meio ambiente

Encerrando o discurso, o presidente reafirmou a posição de destaque do Brasil no cenário internacional. Ele citou a liderança do país nas pautas climáticas, a defesa do livre comércio e o empenho na construção da paz mundial. "Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade", concluiu.