Brasil promulga acordo para agilizar comércio no Mercosul; veja o que muda

Medida assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin visa simplificar burocracia aduaneira e reduzir custos nas transações entre os países do bloco.


O governo brasileiro promulgou, nesta sexta-feira (8), um importante pacote de medidas que promete transformar a dinâmica das trocas comerciais entre os países membros do Mercosul. O decreto, que oficializa o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, já está publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A medida foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que se encontra no exercício da Presidência da República. A promulgação é o passo final após a aprovação do texto pelo Congresso Nacional, ocorrida em setembro de 2023, consolidando um compromisso firmado originalmente em 2019 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.


O que muda nas negociações do Mercosul?

O acordo estabelece um conjunto de regras comuns para facilitar o chamado comércio "intrazona". O objetivo central é desburocratizar processos, seguindo as diretrizes internacionais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial de Aduanas (OMA).

Os principais pilares do novo decreto incluem:

  • Documentação Eletrônica: Ampliação do uso de certificados e documentos digitais para reduzir o uso de papel e acelerar a validação de cargas.
  • Gestão de Riscos: Adoção de procedimentos aduaneiros mais rápidos, focados em inteligência e análise de risco, evitando inspeções físicas desnecessárias em mercadorias de baixo risco.
  • Transparência Regulatória: Maior clareza e facilidade de acesso às normas que regem o comércio entre os países vizinhos.
  • Cooperação de Fronteira: Estímulo à atuação conjunta entre as autoridades alfandegárias de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para otimizar o fluxo nos postos de fronteira.


Impacto Econômico

A expectativa é que a simplificação dos trâmites reduza os custos logísticos e o tempo de espera nas fronteiras, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no mercado regional e facilitando o abastecimento interno com insumos vindos dos parceiros do bloco.

"A medida representa um avanço na integração regional e alinha o Mercosul às melhores práticas globais de comércio exterior", destacam analistas do setor.

Com a publicação do decreto, as novas regras passam a ter força de lei no território brasileiro, reforçando o papel do país como motor da integração econômica na América do Sul.


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