Greve na UFPA: Servidores fecham portões em Belém e cobram acordo com Governo Federal

Mobilização faz parte do Dia Nacional de Luta; técnicos-administrativos completam 74 dias de paralisação e denunciam descumprimento de termos assinados em 2024.

Portão 2 do campus Guamá da UFPA foi fechado. — Foto: Reprodução / Sindtifes-PA

Na manhã desta quinta-feira (7), o Campus Guamá da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, amanheceu com os portões 3 e 4 fechados. A ação, organizada pelos técnicos-administrativos da instituição, marca o "Dia Nacional de Luta" e intensifica a pressão sobre o Governo Federal pelo cumprimento de pautas da categoria.

A mobilização nacional, coordenada pela Fasubra, já alcança 74 dias de paralisação em 55 universidades federais pelo país. No Pará, além da UFPA, servidores da UFOPA e da Unifesspa também aderiram ao movimento, que denuncia o sucateamento do ensino superior e os sucessivos cortes orçamentários.

As principais reivindicações

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos (Sindtifes-PA), a categoria exige o atendimento de 18 itens do Termo de Acordo assinado ao final da greve de 2024. Entre os pontos cruciais estão:

  • RSC: Implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências para ativos e aposentados;
  • Jornada de Trabalho: Flexibilização para 30 horas semanais;
  • Hospitais Universitários: Regulamentação imediata do regime de plantão;
  • Negociação: Abertura de novos canais de diálogo com o Ministério da Gestão e da Inovação.

"É inadmissível que, depois de mais de 70 dias, o governo se negue a abrir negociações e a cumprir itens acordados ainda na greve passada", afirmou Felipe Melo, coordenador geral do Sindtifes-PA.

Situação da Greve

Os servidores alertam que a manutenção das atividades acadêmicas e administrativas está comprometida pela falta de investimento. Até o momento, a greve segue por tempo indeterminado. A categoria afirma que só liberará as vias e retornará aos postos de trabalho após a apresentação de uma proposta oficial que honre os compromissos firmados anteriormente.

Até o fechamento desta reportagem, o Governo Federal não havia se manifestado oficialmente sobre as pautas específicas da mobilização desta quinta-feira.

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